Omã, a luta do sultanato contra os grandes asiáticos pela vaga na Copa de 2022

Foto: AFC Asian Cup.

O grupo B das Eliminatórias na Ásia contém quatro das principais seleções do continente, a Arábia Saudita vai se encaminhando com 12 pontos, na sequência a Austrália ficaria com a segunda vaga até o momento com nove. Porém, um pequeno país vai tentando brigar com Japão e China pela chance indireta de ir a Copa (se ficar em terceiro teria que passar por dois mata-mata). Omã por enquanto vai tendo essa oportunidade, mesmo que ainda não seja definitiva, a competição vai até março de 2022.

A história em linhas rápidas é o seguinte, bi-campeão da Copa do Golfo em 2009 (casa) e 2017 (no Kuwait), participações nas Eliminatórias da Copa desde o fim dos anos 1980. Em 2019, chegou na fase mata-mata da Taça Asiática nos Emirados Árabes Unidos e uma sétima colocação no Jogo Pan-Árabes em 1997 no Líbano. Em termos de retrospecto tem vantagem contra Afeganistão, Azerbaijão, Cingapura, Filipinas, Gabão, Haiti, Índia, Indonésia, Letônia, Macedônia do Norte, Mali, Malásia, Senegal, Tunísia, Uzbequistão, Vietnã, Zâmbia (entre outros países).

A seleção omaniana já chegou no estágio das melhores seleções do continente (algo que já havia conquistado em 2014), mas naquela época os atletas ainda não tinham a experiência devida em grandes campeonatos tirando o goleiro Al Habsi, atualmente aposentado aos 39 anos e que atuou por último no West Bromwich. Apesar da maioria hoje do elenco ainda jogar no país, alguns nomes já despontam em outros campeonatos como no Irã e Catar, algo que trás maior bagagem.

Sobre o futebol em Omã, o zagueiro Arthur Félix que hoje está na Indonésia, mas jogando em terras omanitas até ano passado falou o seguinte em entrevista a Paiquerê FM: “Quem acha que o futebol aqui é fácil, não é. Exige uma adaptação grande. O jogador aqui corre muito. O jogo é diferente do Brasil, que é mais pensado, cadenciado. Eles não tem a técnica do brasileiro, mas compensam com muita vontade, luta e velocidade, então é bem complicado. Se você não estiver bem fisicamente, não estiver muito bem preparado, dificulta e muito”.

A média de idade de jogadores selecionados no ano passado (todos) beira aos 27 anos, ou seja, estão no auge da forma física, além disso existe um valor de mercado considerado baixo em relação aos seus adversários (seis milhões de euros), mesmo assim Issam Al Sabhi (Al Rustaq) foi o autor do gol do triunfo mais importante da história, aquele 1 a 0 na estreia contra o Japão em Osaka. A base atual do selecionado advém do Al-Seeb Club, líder do Campeonato Omaniano e o comando técnico que faz já foi de Carlos Alberto Torres em 2000 agora é do croata Branko Ivanković.

A sequência de jogos que definirão a vida do sultanato de cinco milhões de habitantes com capital Mascate e um dos locais menos conhecidos do Golfo Pérsico é China (F), Japão (C), Arábia Saudita (F), Austrália (C), Vietnã (F) encerrando contra os chineses em casa. Nada que abale o time que possui Faiyz Al-Rusheidi (goleiro do Mes Rafsanjan), Mohammed Al-Maslami (defensor do Al Gharafa) e no ataque Muhsen Al-Ghassani. O atual 77º lugar no Ranking da FIFA é o décimo lugar se for considerar a AFC, mas a ideia é estar entre os cinco melhores do continente.

Maiores campeões estaduais na Série A Os 10 times mais valiosos do Brasil Lembra deles? Os medalhões que jogarão os estaduais longe dos holofotes 7 Jogadores Livres no mercado que poderiam reforçar seu time