Futebol Feminino

O retrato do público e renda no futebol feminino brasileiro

Como qualquer outro assunto ligado ao futebol, é comum ver dados, notícias, exibição de jogos ligados ao futebol masculino. Um dos dados mais apontados em vários meios de informação é quanto ao público e renda de jogos, por vezes, sendo motivo de orgulho de muitos clubes grandes do país. No entanto, não se vê com a mesma frequência dados do gênero sobre o futebol feminino.

Em 2018, um dos maiores públicos na Vila Belmiro foi justamente em um jogo feminino, entre Santos e Corinthians, vencido pelas donas da casa. O jogo conquistou um público de mais de 13 mil torcedores. Outro grande exemplo foi do público apresentado em um dos estádios que hoje é visto como o “elefante branco” da Copa de 2014, a Arena da Amazônia. Pra se ter uma ideia, o futebol feminino foi responsável a levar em torno de 80% do público presente na Arena.

Indo um pouco mais pra trás, em 2016, temos mais um grande exemplo sobre público presente em jogos femininos. Nos jogos olímpicos desse mesmo ano, o público chegou a superar os públicos apresentados em jogos válidos pelo campeonato brasileiro da Série A, levando em torno de 16 mil torcedores por partida.

Quanto à renda, somos acostumados a ver altas arrecadações em jogos, porém, não se pode falar o mesmo quanto ao futebol feminino. É comum ver jogos com entrada franca, ou seja, sem renda direta, bem como ocasiões que a arrecadação não chegou nem perto de ser o suficiente pra arcar com as despesas do time mandante. Isso já ocorreu no brasileirão feminino, onde teve caso que a renda foi de R$ 500,00 e as despesas em torno de R$ 5 mil.

Um fator que contribui para que casos como esse citado sobre renda se repita é a falta de apoio que o futebol feminino tem quanto à publicidade, muitos torcedores desconhecem que esteja ocorrendo jogos de campeonatos femininos. No jogo na Vila Belmiro, anteriormente citado, o que contribuiu para o comparecimento de ótimo público foi o apoio que o time recebeu das mídias do próprio clube.

Por fim, espera-se que com a aproximação da Copa do Mundo Feminina em sua oitava edição este ano na França, onde haverá sua primeira transmissão em TV aberta aqui no Brasil, venha um incentivo a mais para que muitos dados aqui apontados sejam futuramente melhores e positivos.  É inegável o quanto as mulheres estão ganhando espaço no futebol, portanto como em qualquer profissão, a mulherada merece respeito e valorização.

Por: Ingrid Gonçalves

Foto de capa: Bruno Teixeira/Corinthians

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