Cortes devem gerar quase R$ 6 milhões de economia no Santos

Desde o dia em que venceu às eleições, o grupo liderado por José Carlos Peres sabia que teria que muito trabalho para ordenar as coisas na Vila Belmiro, já que o time se encontra em dificuldade financeira. Nesta linha, a ideia era enxugar o quadro de funcionários, no departamento de futebol e também administrativo. Na gestão de Modesto Roma, o Santos tinha 800 pessoas recebendo salários do clube, entre funcionários de carteira registrada e prestadores de serviço.

Num primeiro instante foi identificado dezenas de pessoas que não exerciam qualquer função no clube, com salários de R$ 10 mil para cada uma delas mensais. Com os cortes, a previsão é economizar próximo dos R$ 6 milhões por ano. Outra coisa que se descobriu, foi que o elenco não tinha um teto salarial, como era dito pela gestão anterior. Até então, se falava que o teto era em torno de R$ 400 mil para os jogadores. Agora, a ideia é baixar este teto para R$ 300 mil mensais para os jogadores, e desta forma baixar mais ainda as despesas mensais do clube.

A mudança está sendo levada tão a sério pela atual diretoria, que nem ex-jogadores e ídolos do clube escaparam. Conforme já havíamos anunciado, Elano e Marcelo Fernandes foram dispensados. O ex-jogador e último técnico santista tinha salário de R$ 23 mil, enquanto Marcelo Fernandes, campeão paulista em 2015, recebia cerca de R$ 27 mil mensais. A “faxina” deve continuar ainda nos próximos dias, onde novos nomes devem perder seus empregos em diversos setores do time, como jurídico, marketing e comunicação.