Batalha dos Aflitos: nossas façanhas de modelo à toda terra!
Gremista que é gremista se emociona só de ver a data de 26/11/2005! A conhecida “Batalha dos Aflitos” testou os corações de vários torcedores tanto do Grêmio como do Náutico.
Tentamos de todo jeito e tudo foi em vão. Pedimos pela razão a justiça até que a força física entrou em campo também. Depois de um pênalti contestável cedido ao Náútico, o tumulto foi garantido e houve paralisação do jogo por, aproximadamente, 27 minutos. Sandro Goiano gritava e articulava em direção ao juiz que a mão de Nunes estava no corpo, logo, não era pênalti. Não teve jeito. Acarretou em expulsões, pra ser mais precisa, quatro expulsões. Intervenção de policiais militares no Estádio Eládio de Barros Carvalho, em Recife. Grêmio não tinha outra opção a não ser jogar com sete jogadores o restante da partida. O jogo definia quem subiria para a Série A em 2006.
Era o segundo pênalti da equipe adversária e era necessário fazer um milagre nos próximos 11 minutos (e mais os acrescimos) para que o Grêmio conseguisse subir para a Série A com quatro jogadores a menos. O goleiro Galatto transmitia tranquilidade em momentos de total desespero tanto da torcida quanto dos jogadores.
O jogador Ademar, do Náutico, ficou responsável por salvar seu clube e aproveitar da melhor maneira esse segundo pênalti. Mas o que aconteceu foi uma bola errada, à meia altura, que encontra a perna de Galatto e garante que não tem mais perigo pra equipe gremista.

A torcida do Náutico, muito brava por ter perdido mais um pênalti, começaram a arremessar objetos no campo e os zagueiros acabaram se distraindo e, no momento que ninguém mais acreditava, Anderson arranca com a bola em direção à área, dribla o jogador e, tá feito, 1 a 0 para o Grêmio. Naquelas circunstâncias. INACREDITÁVEL! Momento épico para o Grêmio e para o futebol brasileiro e internacional que reconheceu a grandeza.
“Não tem nenhuma comparação a grandeza do título com ser campeão brasileiro, da América, do mundo… São as maiores glórias que o Grêmio já teve. O momento mais dramático, com mais intensidade emocional, foi aquele jogo, a Batalha dos Aflitos. Não tenho dúvida disso”, declarou Paulo Odone, presidente do clube em 2005.
