
Quantas vezes você já ouviu a frase “É só futebol”? ou então, “Qual é a graça de ver pessoas correndo atrás de uma bola?” Com certeza, muitas vezes.
Alguém fanático por esse esporte, sempre irá se irritar a ouvir essas frases, mas nem sempre saberá como explicar o seu sentimento ao outro, nem o porque de afirmar que “Não é só futebol”.
Alguns fatos mostram que o futebol é muito mais que correr atrás de uma bola! Futebol é algo que deve ser visto, na maioria das vezes, como algo admirável dentro e fora de campo.
Em 2013, o que mexeu com muitos torcedores, principalmente com os gremistas, foi a história da menina Gabrieli, mais conhecida por “Piratinha”. A garota é torcedora do tricolor gaúcho e grande fã do ex jogador do clube, Barcos. Ela tinha leucemia e lutava a anos contra a doença. Barcos visitou Gabrieli e depois comemorou o fim de seu tratamento. Os dois até assistiram a um jogo juntos na Arena do Grêmio. Belo exemplo de jogador, e bela história para o futebol.
Quem não lembra de Matheus? Ano passado, o garoto cruzeirense comoveu a todos, ele tem uma doença grave, e a família luta por uma cirurgia. Em um domingo, jogo entre Cruzeiro e Fluminense no Mineirão, o menino viveu seu “Dia de ídolo”, entrou em campo com os jogadores do time do coração, e teve seu nome gritado pela torcida no estádio. “Senti muita emoção, muito feliz. Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida“. afirmou Matheus na saída do gramado. Mais um grande exemplo de coisas que o futebol proporciona.
Essas são apenas algumas de todas as histórias emocionantes que o futebol vive, mas infelizmente não é sempre que histórias assim são divulgadas.
Eu, colunista do Mercado do Futebol, conversei com algumas pessoas que tem histórias lindas, e agora vou contar para vocês.
“Dia 7 de dezembro de 2014, Palmeiras x Athlético Paranaense, última rodada do Brasileirão, Palmeiras com chances de ir para a segunda divisão de novo, por coincidência, eu, Rafael, estava internado no hospital devido a uma crise por causa da esclerose múltipla (doença que sou portador). Mesmo um pouco debilitado, fiz o pré-jogo (já era do MF), assisti o jogo, sofri até o fim mas permanecemos na primeira divisão. Ao fim do jogo, tirei essa foto”. Conta Rafael Pimentel, colunista do Mercado do Futebol, palmeirense fanático e que em todas as horas apoia o seu time.
“Torço pro Vasco porque antes de meu pai morrer ele deixou uma camisa do Vasco pequena, pra minha mãe me dar, caso ele não saísse do hospital, daí tenho a camisa até hoje e guardo pra sempre’. Relata Darlyson Lessa, também colunista do Mercado do Futebol, e que herdou a alma vascaína de seu pai.
“Eu sempre chego cedo no estádio, tipo duas horas antes do jogo começar e nesse dia eu reparei numa senhora bem velhinha sentada num canto sozinha. Jogo quase começando e eu perdi essa senhora de vista! Tempo foi passando, Galo tomou um gol, deu aquele desespero angustiante, mas mesmo assim eu não conseguia tirar aquela senhora da cabeça! Parecia que ela sabia que esse jogo especificamente seria muito complicado, com muito sofrimento, pois ela estava com a cabeça abaixada e com os olhos fechados todas as vezes que eu olhei pra ela. Galo foi fazendo os gols e eu não achava essa senhora. Quando o GALO virou a partida foi um choro só! Quando todo mundo estava chorando/comemorando eu vi de longe essa senhora ajoelhada no chão e fui correndo até ela dar um abraço e poucas vezes dei um abraço tão sincero como dei nessa senhora! Choramos muito!
E eu perguntei por que ela estava sozinha todo aquele tempo, ela me disse que o seu marido tinha falecido num jogo entre Atlético e Flamengo e desde então nunca mais deixou de ir num confronto dos mesmos e a cada gol do Galo era uma lembrança que ela tinha do marido falecido! Trocamos um longo abraço (ainda chorando) e fui embora. Infelizmente nunca mais vi essa senhora, espero que ela esteja bem e aguardo ansiosamente para o próximo jogo entre GALO vs Flamengo”. Conta Matheus Ramos, atleticano desde pequeninho e que sempre está no estádio torcendo pelo seu time.
São histórias como estas que nos fazem perceber que o Futebol é sim muito mais que “correr atrás de uma bola”.
Por Isadora Graski – @Isah_1903
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