Conmebol sai em defesa de Cavani após punição da Federação Inglesa

Edinson Cavani foi punido pela Federação Inglesa por conta de uma postagem considerada racista pela entidade. O anuncio da punição gerou diversos debates e, na América do Sul onde o assunto segue tendo repercussão a Conmebol se manifestou sobre o ocorrido.

Em comunicado emitido nesta terça-feira, a entidade sul-americana fez criticas a punição feita ao jogador do Manchester United e demonstrou solidariedade ao atacante. A Conmebol ressaltou que a decisão tomada pela Federação Inglesa “não considera as características culturais e o uso de certos termos na fala cotidiana do Uruguai”.

Cavani levou gancho de três jogos por ter usado o termo “negrito” em uma publicação em sua redes sociais, em novembro. Rapidamente a postagem gerou repercussão e logo foi apagada, no entanto a Federação Inglesa resolveu abrir uma investigação e semana passada notificou a punição. O camisa 7 do Manchester United só retornará aos gramados no dia 12 de janeiro, contra o Burnley, pela Premiere League.

Por fim, a Conmebol reiterou seu compromisso na luta contra o racismo, mas alegou que o “caso pontual” envolvendo o uruguaio não representa um ato racial.

Confira o comunicado completo da Conmebol:

“A CONMEBOL expressa sua solidariedade ao jogador Edinson Cavani, sancionado pela Federação de Futebol da Inglaterra. A medida disciplinar ao destacado jogador da seleção uruguaia claramente não considera as características culturais e o uso de certos termos na fala cotidiana do Uruguai.

O julgamento deste tipo de declarações, no contexto de um processo que pode derivar em penalidades para o atleta e que afetam sua reputação e bom nome, deve ser realizado sempre atendendo o contexto em que foram marcadas e, principalmente, as peculiaridades culturais de cada jogador e cada páis.

A CONMEBOL condena e condenará sempre com a maior energia qualquer manifestação racista ou discriminatória, porém o caso pontual pelo qual Cavani foi sancionado não se alinha a nenhuma delas.”

Foto destaque: Getty Images.

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