Balanço dos dois primeiros meses da temporada madridista

Texto feito por RAÍ Monteiro, do site Real Madrid Brasil.
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O empate do Real Madrid com o Eibar no último domingo antes da data FIFA, por 1×1 no Santiago Bernabéu, iniciou o terceiro mês da temporada do time comandado por Zinedine Zidane. Até aqui, foram dez partidas, com seis vitórias e quatro empates. Invencibilidade que rendeu a liderança da Liga por quatro das sete rodadas, a frente da chave na Champions ao lado de Borussia Dortmund e o título da Supercopa da UEFA contra o Sevilla, mas que engana quando olhamos para o desempenho do time em campo.

É seguro dizer que o time branco não jogou bem de fato em nenhuma partida da temporada. Contra Sevilla e Borussia Dortmund foi dominado em boa parte do jogo, contra Celta, Sporting, Villarreal, Las Palmas e Eibar foi controlado, e nas vitórias contra Espanyol, Real Sociedad e Osasuna, especialmente estes dois, o nível do adversário permitiu uma partida sem tantos sustos. Em comum em todos os jogos, pobre desempenho da armação, defesa hesitante em muitos momentos e pouca efetividade no ataque.

>> “Rotaciones”


Na temporada passada Zidane conviveu com lesões. Carvajal, Pepe e Gareth Bale perderam mais de vinte jogos, Sergio Ramos e Benzema mais quinze cada, além de Cristiano Ronaldo, esse com acumulo de partidas, que perdeu uma semifinal de Champions e chegou a decisão claramente debilitado.

Com o regresso de Coentrão e as contratações de Morata e Marco Asensio, Zizou fechou o elenco com 23 jogadores e uma decisão: mexer constantemente no time, não sacrificar os titulares e dar oportunidade aos reservas. Rotações, bem vistas por esse que escreve. Mas tudo em uma medida.

Descontando as lesões, que não são poucas, como as de Keylor Navas, Cristiano Ronaldo, Benzema e agora James, Varane, Casemiro, Marcelo e Modric, Zidane não repetiu o time em nenhum jogo da temporada – e sim, teve oportunidade para isso.

>> Cadê o padrão?


Os primeiros meses do francês como técnico foram “ilusionantes”. Tanto pela falta de qualquer padrão que o time tinha após a péssima passagem de bastão de Rafa Benítez, quanto pela revitalização que o comandante fez, em vestiário e ideias de jogo. Não venceu de maneira nenhuma o Atlético de Madrid a toa. Sua assinatura esteve em Milão.

Mas na atual temporada, o Real Madrid não consegue ser nem sombra do time que era, obviamente que as lesões e até mesmo os que voltaram e ainda não estão em ritmo de jogo influenciam. Porém o desempenho tão ruim chega a ser surpreendente. Mesmo Carvajal, Kroos, Bale e Modric – até a última semana -, não vinham jogando um terço do que estão acostumados. O que faz pensar que mesmo com todos os retornos, pouco vai mudar.

>> Nem só de problemas


Como na última temporada, quando Lucas Vázquez surgiu e se tornou o décimo segundo jogador do Real Madrid na reta final, o começo desta também tem seus destaques em meio a tantos problemas.

Marco Asensio estreou muito bem na final da Supercopa. Um golaço para abrir o placar contra o Sevilla, seguido de outras bolas na rede contra Real Sociedad e também Las Palmas. Será muito importante ao longo do ano. Também Álvaro Morata, jogador que mais atuou na temporada com 10 jogos, segue sendo muito importante frente a falta de ritmo de Benzema e também sua ineficiência ofensiva. 2 gols do espanhol até aqui.

>> Projetando o futuro


Com a parada para a data FIFA, Zidane teve tempo mas não time (quase todos os jogadores foram convocados) para treinar ou testar alguma variação tática. Com a missão de revisar as partidas anteriores, entender erros, captar alguns acertos e junto a sua comissão tentar resolver os problemas de futebol do Real Madrid, antes de mais nada, o time precisa voltar a jogar bem.

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