Entrevista com Luanderson, do Náutico

O volante Luanderson quase largou a carreira ao se ver desempregado por dois anos, teve destaque no futebol Catarinense e chega ao Náutico, seu time de infância, para a temporada

 
Luanderson no Catarinense 2019 | Foto: Bruno Golembiewski.
 

1- Você passou por alguns clubes em Santa Catarina, incluindo os rivais Marcílio Dias e Almirante Barroso. Você sentiu essa rivalidade ao chegar?

R: Vi a rivalidade quando fui contratado pelo Marcílio Dias. Fui bastante vaiado e xingado na minha apresentação, mas sabia que aquilo duraria pouco tempo, pois sabia da minha capacidade e sabia que puxaria a torcida para o meu lado quando chegasse.

 

2- Sua passagem pelo Marcílio Dias foi muito especial para a torcida, que criou uma grande identificação com o “xerifão” rubro-anil. Como você avalia a passagem? E a torcida, como você se sentia com ela? Quer deixar um recado aos marcilistas?

R: Foi muito especial. Estive no rival do Marcílio Dias, onde pude fazer um bom trabalho. Sabia da rivalidade entre os clubes, mas sempre previ isso, com o respeito pela camisa. Sabia que com muito trabalho dentro de campo conseguiria ganhar a torcida e as pessoas que confiavam no meu trabalho. No segundo ou terceiro jogo já estava com a torcida e com as pessoas de confiança do meu lado. Eu sabia que ali daria minha vida, já que procuro dar meu melhor onde vou.

 

3- Devido ao grande destaque no Catarinense 2019, você foi parar na seleção do campeonato. Você esperava por isso?

R: Eu esperava sim estar na seleção do campeonato, pois sempre busquei trabalhar, busquei coisas melhores. Quando recebi a ligação da diretoria do Marcílio Dias, falei pra eles que a gente ia fazer história. Ali ia ser uma ponte para chegar a um dos meus objetivos, que era jogar uma Série A. É o sonho de muitos jogadores, por ser um dos maiores campeonatos do mundo. Graça a Deus eu pude fazer um bom trabalho com meus amigos e consegui chegar ao Campeonato Brasileiro, além de colocar o Marcílio Dias no nacional de 2020.

 

4- Apesar de ter participado de poucos jogos pelo Avaí, o que você achou de passar pelo Leão da Ilha? E quanto ao Figueirense, você sentiu como é a maior rivalidade do estado?

R: Sou grato ao Avaí pela oportunidade e sempre estarei na torcida pelo time. A rivalidade é grande, todos que conhecem o futebol catarinense sabem.

 

5- Muitos fãs do esporte costumam brincar que você é muito parecido com o volante do Flamengo William Arão. O que você acha da comparação?

R: Eu acho que cada um tem seu estilo de jogar, seus méritos dentro e fora de campo. Quero ser conhecido como Luanderson e não como Arão. Espero um dia chegar a um grande clube, como o Flamengo, tenho certeza que trabalhando a gente chega.

 

6- Com 7 jogos pelo Náutico, qual foi a maior diferença que você sentiu do futebol catarinense?

R: Eu sempre falo que não sinto diferença entre os campeonatos, pois a intensidade e a qualidade são as mesmas.

 

7- Qual a sua expectativa para a temporada com o Náutico?

R: É uma expectativa boa. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar, mas procuramos trabalhar pra conseguir coisas boas. Procuro fazer o meu trabalho pra que venha o individual e o coletivo.

 

8- Quer deixar um recado para os admiradores do seu trabalho?

R: Podem ter certeza que sempre terá o Luanderson guerreiro, que não desiste nunca, que procura cada dia e cada jogo melhorar. Fiquem com Deus, abraço.

 
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