Coletiva do novo goleiro Rubro-Negro na Gávea

Após muita espera da torcida rubro-negra pelo anúncio do goleiro Diego Alves, nessa tarde de segunda (17), chegou ao fim a expectativa dos torcedores. Diego chegou ao Flamengo depois de alguns dias de negociação, principalmente no último sábado, quando foi publicada a saída do atleta no site do Valencia, seu ex-clube. Tanto o clube carioca, quanto o jogador saíram felizes com a negociação, já que em 2017, a equipe sofria carência em alguns momentos. O contrato é até o final de 2020 (três anos e meio) e o número que irá usar ainda não foi escolhido.

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Clube, iniciou a coletiva no Salão Nobre da Gávea, apresentando o jogador e agradecendo aos Sócios Torcedores, peças fundamentais na contratação.

“Diego era nosso sonho de consumo, a torcida queria há algum tempo. Como tudo o que é bom, (o processo de contratação) demorou um pouco.  Mas contando com a força do programa Sócio Torcedor e a atuação do Rodrigo Caetano, deu tudo certo. Se não fossem os sócios-torcedores,  a gente não faria esses investimentos no futebol”, declarou o presidente Bandeira.

Logo depois, o Diretor de Futebol, Rodrigo Caetano, falou sobre a vontade que o atleta tinha em atuar pelo Flamengo, fato que foi determinante na negociação.

“Eu recebi uma ligação do Diego e partiu dele a iniciativa de sair do Valência, o que viabilizou a sua chegada aqui hoje. Para nós, é um motivo de orgulho, pois mostra como o trabalho do Flamengo, dentro e fora de campo, seduz os atletas de grande porte”, disse Caetano.

Confira abaixo os principais tópicos da coletiva:

Primeiras palavras como Rubro-Negro

Tivemos semanas difíceis de negociação e queria agradecer às partes que ajudaram esse sonho a acontecer. Quando tive o primeiro contato com o Flamengo, eu tinha interesse de outros times da Europa, mas desde o primeiro momento que entrou o Flamengo, as conversas foram claras e isso foi um dos motivos que me fez voltar ao Brasil. Além do meu desejo antigo de vestir o Manto. É o clube que atrai qualquer jogador do mundo pela grandeza e pelo que representa.

Pegador de pênalti

Eu sei que é um assunto que se debate bastante, mas eu levo com naturalidade. Tem que perguntar aos cobradores se eles têm medo de cobrar contra mim (risos). Não gosto que tenha a situação do pênalti no jogo, mas estou sempre preparado.

Seleção

A vinda para o Flamengo foi pensando no Flamengo. Na minha vida profissional no Flamengo. Seleção é um prêmio ao jogador pelo que faz em seu clube. Fui convocado no Atlético, no Almeria e Valência e vou trabalhar para isso aqui.

Por que o Flamengo?

O projeto do Flamengo é muito sério. Vem sendo construído há anos e chama bastante atenção. É um projeto que pensa em futuro também. Não preciso nem falar da história. Quero ajudar o clube a crescer e fazer parte deste projeto.

Torcida

Houve uma invasão nas minhas redes sociais, mas quando eu participei de alguns programas, há alguns dias, tudo o que falei sobre jogar aqui era verdade. E essa invasão me deixou feliz. Mesmo sendo jogador de outro clube, o carinho da Nação me ajudou a tomar essa decisão.

Forma física e estreia

A parte burocrática está sendo resolvida. Muitos papéis ainda serão trocados pelos clubes. Eu vinha treinando bastante nas férias. Parei para descansar uns dias, mas não estava parado. Quero treinar bem com o time e conhecer o preparador de goleiros, mas farei o possível para estar pronto o quanto antes.

Conhecendo o time

Foi rápido, porque estávamos resolvendo coisas burocráticas. Mas deu para ter um primeiro contato, reencontrei amigos como o Márcio Araújo, que jogou comigo no Atlético Mineiro, Everton, Diego… Fui muito bem recebido. Todo o contato que estou tendo dos jogadores e da diretoria está sendo muito bom.

Número da camisa

O Rodrigo está resolvendo essa questão, mas vou olhar com tranquilidade e sem nenhum problema. O que for escolhido está bem escolhido.

Amizade com Márcio Araújo

No Atlético, ele jogava sempre e isso mostra rápido sua importância. O grupo adora ele, é um trabalhador nato. As críticas sempre existem, fazem parte do futebol, mas ele sabe o vale e o profissional que é.

Origens e amizade com Muralha

O Alex Muralha eu conheço desde quando jogava pelo Votorantim. Sempre estive perto dele, o vi treinando, goleiro que já chegou à seleção e merece todos os elogios.

Eu nasci aqui no Rio, mas mudamos cedo, fizemos um tour pelo Brasil. Minha família é de Ribeirão Preto, mas na identidade está que sou carioca.

Momento do Flamengo

Quando se fala em Flamengo, se fala em títulos. A história exige isso. Ainda tem muito chão, mas é importante saber que o Flamengo anda lado a lado com os títulos. Temos chances de ter uma grande alegria no final do ano.

Desde a primeira conversa que tive com o Rodrigo, tudo o que ele me passou era o que eu escutava dos jogadores. Foi muito franco e isso pesou bastante para minha decisão. E sobre os jogos, acompanhei sim. A gente sofre mais fora do que dentro. E torci muito.

Apelido de gordinho na infância

Até hoje me chamam de X-Tudo em Ribeirão. Eu tive paralisia facial e fiz tratamento à base de corticoides, e por isso fiquei inchado. Mas isso me incentivou, pois eu queria mostrar às pessoas que tinha condições de jogar e me tornar um jogador de futebol.

 

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