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Leila condena vandalismo, relembra quase rebaixamento e alfineta torcedores do Palmeiras

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, concedeu uma entrevista coletiva cheia de polêmicas nesta quarta-feira (11). A mandatária revelou quanto investiu desde que decidiu patrocinar o Verdão e condenou o vandalismo recente dos torcedores.

Leila afirmou que é normal ter pressão, mas repudiou as manifestações recentes dos torcedores, que picharam muros da sede social do Verdão e de lojas da Crefisa. Além disso, ela lembrou a situação em que o Palmeiras estava antes da sua chegada e de quanto já foi investido.

“É inadmissível. Pressão é normal, mas é inadmissível atos de vandalismo contra um parceiro que está há nove anos no Palmeiras só colaborando com o clube. Quando a Crefisa e a Fam chegaram, em 2015, um ano anterior o Palmeiras estava quase rebaixado. O Palmeiras em 2014 estava quase rebaixado e só não foi rebaixado… Não foi por mérito do Palmeiras. Vocês sabem disso, o torcedor sabe isso. Nós chegamos nessa situação. Ninguém nos procurou, nos espontaneamente viemos oferecer. A Crefisa e a Fam já colocaram ao longo desse tempo cerca de R$ 1,2 bilhão”, afirmou a presidente.

A presidente do clube paulista ainda alfinetou os torcedores, afirmando que nenhum tipo de pressão externa fará com que o pensamento interno mude. Além disso, ressaltou que não “não é jogando bomba que ela fará contratações”.

“Pode ter certeza de que pressão externa de torcida organizada não vai mudar uma vírgula do que pensamos sobre o nosso Palmeiras. (…) Não é tocando tambor e jogando bomba que vou contratar jogadores.”, disse.

Nas últimas semanas, Leila Pereira vem sendo alvo de críticas da torcida ela falta de contratações e dos resultados em campo. Com a eliminação na Libertadores para o Boca Juniors, os protestos se intensificaram ainda mais.

Desde a chegada da Crefisa ao Palmeiras, em 2015, o Verdão conquistou duas Libertadores (2020 e 2021), duas Copas do Brasil (2015 e 2020), três Brasileiros (2016, 2018 e 2020), três Paulistas (2020, 2022 e 2023), uma Supercopa (2023) e uma Recopa (2022).

No entanto, neste ano, perdeu titulares como Danilo e Gustavo Scarpa e não conseguiu entregar reposição para Abel Ferreira. Em 2023, venceu a Supercopa e o Paulista, mas não foi o suficiente para conter os protestos.