CASO SÁNCHEZ – Apenas vitória moral para o Santos

Quase dois anos depois, o TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) da Fifa, deu como encerrado o processo que o Santos moveu contra a Conmebol, por conta da punição ao escalar o jogador Carlos Sánchez, em agosto de 2018, contra o Independiente, da Argentina, em partida válida pelas oitavas de final da Copa Libertadores daquele ano. Com a punição, o empate em 0 x 0 na Argentina foi anulado, e foi considerado o placar de 3 x 0 para o time argentino, fazendo com que o Santos tivesse a obrigação de vencer seu jogo de volta, por 4 gols de diferença, no Pacaembu, o que não ocorreu.

A punição aconteceu porque o meia uruguaio tinha sido expulso em 2015, quando atuava pelo River Plate, por agredir um gandula em partida válida pela Copa Sulamericana. Em todo o momento, o Santos queria que o TAS, desconsiderasse a decisão da Conmebol, fazendo que a partida voltasse ao seu placar original, de 0 x 0 no jogo de ida, fazendo com que a Conmebol fosse “culpada” pelo episódio, e com isso, não teria que arcar com os honorários processuais. Em contrapartida a Conmebol apresentou como defesa o fato da competição já ter terminado, o que fez com que o Santos devolvesse com a argumentação que a anulação da derrota imposta ao Santos, poderia modificar o posicionamento do clube, no ranking da entidade sulamericana.

Outra argumentação santista foi o fato de que a denúncia da irregularidade do meia Carlos Sánchez não teve origem pelo Independiente, como está no regulamento da Conmebol, e sim, partiu da própria entidade, que no dia seguinte ao jogo, emitiu uma nota sobre a situação, fato este que fez com que o Santos não colocasse o time argentino em nenhum momento como parte processual.

Na conclusão do TAS, dos pedidos santistas, dois foram atendidos, o reconhecimento da culpa da Conmebol e também a isenção das custas processuais, porém as decisões da entidades foram mantidas, fazendo que o Santos tivesse que se contentar apenas com uma ‘vitória moral’ no processo.

Depois de todos os acontecimentos, a diretoria santista percebeu que o sistema COMET, que atua como área de checagem da situação dos jogadores de todos os clubes e seus históricos, se podem ou não participar de partidas nas competições da Conmebol. Na ocasião, em 2018, o sistema apontava o jogador apto a jogar aquela partida contra o Independiente, e mesmo assim, o Santos foi punido. Após o ocorrido, a Conmebol fez melhorias no processo de checagem, com envio periódico de informes onde mostram punições em aberto de todos jogadores para os clubes.