Jesualdo vê preocupação no retorno do futebol
Jesualdo Ferreira, técnico do Santos, vê um grande problema que precisa ser driblado no retorno do futebol. O português vê preocupação em trazer esperança através do esporte nesse momento tão delicado que o mundo vive hoje.
“Houve pouco treino coletivo e isso é algo que salta à vista e vai se verificar em outros jogos de outros campeonatos. Os jogadores estiveram 60 dias sem competição. No Brasil, o Santos fez o último jogo em 14 de março, contra o São Paulo. Foi há 60 dias e temos ainda mais 15 até sabermos se poderemos recomeçar a trabalhar. E depois coloca-se a questão: vai haver pouco tempo para treinar, muitos jogos para fazer e pouco tempo para recuperar os jogadores, desconhecendo-se que consequências esse fato terá para a saúde dos jogadores de futebol, principalmente”, disse Jesualdo.
“A pausa foi realmente muito longa e o tempo de recuperação muito curto. Embora sem a carga dramática que se vive, acontece agora com quem está a voltar o mesmo que aconteceu no Santos quando chegamos: 10 dias de preparação para uma série de jogos intensos e pouco espaçados. E sabemos como os tempos de recuperação são importantes no futebol. Portugal também se prepara para voltar. É uma boa notícia, cresce a ansiedade, e acredito que ainda há um tempo para alguns treinos coletivos que permitam reencontrar mecanismos que entretanto se perderam e que serão readquiridos com os treinos de conjunto, mas não há muito tempo para isso. Veremos como as equipes vão se apresentar. Há, inquestionavelmente, um novo desafio ao futebol: pela importância que tem para as pessoas, tem que ser capaz de mostrar frescor para nos abrir as portas da esperança em voltarmos a ter o nosso mundo de volta”, complementou o português.
Inicialmente o Peixe havia concedido férias coletivas de 1 a 20 de abril, porém estendeu até o dia 30 com retorno marcado para dia 4 de maio, o que não aconteceu e não tem data prevista para a reapresentação.
Além da situação devido a pandemia do novo coronavírus, a relação entre as autoridades do Alvinegro e os jogadores podem piorar o clima crítico por conta da decisão unilateral do clube sobre a redução dos salários até mesmo com os funcionários.
A falta de ritmo do elenco e as possíveis lesões podem ser contidas com a nova determinação da FIFA, a qual possibilitará cinco substituições na partida, o que pode dar chance aos meninos da Vila. Todavia, a situação financeira do Peixe não é das melhores, novas contratações só poderão ocorrer quando a dívida com Hamburgo (ALE) for paga para poder se “desbloquear”.
