Neymar tenta convencer líderes das outras seleções, mas premiação impede união dos atletas
Depois de manifestações de craques e líderes de suas seleções como Suárez e Aguero, o craque brasileiro procurou jogadores do Equador e outras equipes.
A seleção brasileira está em uma tentativa de boicote a competição organizada para acontecer dentro de duas semanas em solo brasileiro, pelo motivo da situação atual do país. Porém, em contatos com os chefes de outras seleções, o atacante brasileiro Neymar Junior não obteve muito sucesso.
Segundo informações, houve contatos de Neymar com lideranças de outras equipes, como os equatorianos Enner Valencia e Airton Preciado, para discutir o movimento, mas até agora não houve avanços
Equatorianos e outras seleções, principalmente aquelas que têm jogadores que atuam no futebol local e veem competição não só como vitrine, mas também possibilidade de premiação alta (cada seleção recebe US$ 4 milhões para participar da primeira fase, podendo chegar a US$ 9 milhões com o vice-campeonato e US$ 14 milhões com a conquista), não veem possibilidade de abrir mão da disputa. Há contratos em vigor, possibilidades de punições administrativas e, além disso, diferenças de condições econômicas enormes entre os atletas.
A ideia foi levantada inicialmente pelos atacantes Luis Suarez e Sergio Kun-Aguero, do Uruguai e Argentina respectivamente, porém, acabou tendo eco apenas nas principais seleções como Brasil, Chile e Colômbia.
Além da premiação, o motivo técnico é muito importante, já que as seleções praticamente não atuaram no ano de 2020 devido a pandemia do Coronavírus, e precisam da competição para simplesmente jogar. O fator econômico também pesa muito. Se a maioria dos jogadores da seleção brasileira, argentina, uruguaia e colombiana jogam fora do seu país, há realidade bem diferente da Bolívia, por exemplo.
