Um amor infinito no fundo do poço

Todo mundo tem uma história de amor para contar… E lá vou eu contar uma, mas que não me pertence.

Vasco da Gama, um heroico português, só queria encontrar o caminho marítimo para as Índias. Eurico Miranda prometeu encontrar o da Sibéria caso o pior aconteça. Mas eu não estou aqui para falar do pior. Não… nós sabemos  o que é o Club de Regatas Vasco da Gama. Nós sabemos quem resgatou esse time. Quando Edmundo chorou… é. E quando vocês colocaram o maior publico da história da série B. Quando lotaram o aeroporto Santos Dumont. Você se lembra?

O vascaíno nunca desacreditou. Nunca. Se são 3, 4, 10 mil pagantes, isso não importa. Eles vão por ir. Eles vão pela fé. Estes, não tão  numerosos assim, sabem do emocional do clube agora. Só depositamos fé naquilo que acreditamos, ainda que seja só no subconsciente. É natural do ser humano.

Se contra o River Plate foi sensacional, o gol do Juninho, monumental, também é sensacional ver a esperança explicita em cada garganta, em cada voz, a cada rodada. Não importa se vocês precisam contar com Riascos, com a estrela de Rafael Silva ou com jogadores que já passaram dos 30. Isso tem sido irrelevante.

Não importa o esquema tático. Até 2 meses atrás estavam condenados. Me parecia impossível, e sinceramente, não sei de onde tiraram a mágica para a reação. Era impossível finalizar, era impossível marcar, era impossível até mesmo ter azar de uma bola na trave. Pouco depois a sorte veio, mas desta vez, acompanhada com o azar; Inseparáveis, o Vasco deixou vitórias 90% garantidas escaparem. E se  tabela é cruel com vocês nessa reta final, acreditem, é para muitos.

É necessário evitar o tri rebaixamento. Ser rebaixado nuca foi vergonha. Vergonha é não aprender a lição. É ser displicente. O Vasco luta, e todos nós enxergamos isso. A agonia do Jorginho, a entrega do Rodrigo e o diferencial do Nenê. Não é só um clube, é história, a superação que muitos ídolos deixaram para que fosse útil e para que você se lembrasse que até o melhor elenco, com Romário e Edmundo, já teve altos e baixos. Para você se lembrar e saber que sim, o Vasco é superação. E se for para cantar, que seja de coração, fazendo jus ao hino. É um Vasco um pouquinho diferente, é um trem bala sem embalo, mais solidário, que se entrega na reta final como se fosse disputar um titulo. Um time de fé, empurrado até mentalmente. Gargantas que não se calam tentando fugir da degola e da Sibéria.

E o sofrimento não para. Ou melhor, o sentimento. Desacreditar, como diz o Mano Brown, “nem pensar”.  Eu nuca fui, mas se você é, carregue essas 9 letras com você até o ultimo minuto: A – C – R – E – D – I – T – A -R.

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