O ANO PODERIA TER SIDO PERFEITO. MAS…

O Ano de 2016 começou excepcional para o Santa Cruz Futebol Clube. Com a conquista do Pernambucano, Copa do Nordeste e respectivamente, a vaga na Copa Sulamericana 16/17 e o bom começo da Série A, chegando a liderar o Campeonato por três rodadas seguidas. Mas, com o caminhar do Brasileiro veio a má fase e os jogos sem vitórias levando o Santa Cruz à zona da degola.

COPA DO NORDESTE

Foto: Anderson Stevens

E a primeira competição a ser disputada foi a Copa do Nordeste. O COMEÇO: Santa Cruz 0 x 1 Bahia (14/02/2016) – O Santa Cruz estreou na Copa do Nordeste com derrota. Embora longe de uma grande exibição, o revés para os baianos deu ao torcedor coral a sensação de injustiça. O Bahia encontrou o seu gol por intermédio de Juninho e deixou o Arruda com a vitória no clássico de tricolores na abertura do grupo C do Nordestão.

Confiança 0 x 2 Santa Cruz (17/02/2016) – O Santa Cruz jogou o suficiente para vencer o Confiança e se recuperar da derrota na estreia do Nordestão. Com gols de Grafite e Alemão, a vitória por 2 a 0, construída no segundo tempo , foi a primeira nesta Copa do Nordeste.

Santa Cruz 1 x 1 Juazeirense (24/02/2016) – O Santa Cruz apresentou o seu pior futebol até então na temporada. Contra um pouco ameaçador Juazeirense, que estava ainda sem cinco titulares, o Tricolor penou para conseguir ficar no 1 a 1. Com esquema tático modificado, os comandados do técnico Marcelo Martelotte custaram para criar jogadas e saíram atrás do placar. O gol de empate foi marcado aos 19 minutos do segundo tempo, em um pênalti convertido por Grafite.

Santa Cruz 3 x 1 Confiança (08/03/2016) – O Santa Cruz poderia ter sofrido menos para vencer o Confiança – que, já eliminado da Copa do Nordeste e apenas dedicado ao Campeonato Sergipano, veio enfrentar o Tricolor com um time misto. No Arruda, a equipe coral ao menos cumpriu a sua obrigação e ganhou por 3 a 1, resultado que abre caminho para a passagem à etapa seguinte do Nordestão. Após os corais terem aberto o placar no primeiro tempo com Tiago Costa, o adversário chegou a empatar no segundo, mas Keno e Bruno Moraes deram a vitória aos mandantes. Ficou a lição que era preciso melhorar.

Bahia 1 x 0 Santa Cruz (23/03/2016) – O Santa Cruz voltou a jogar mal na temporada. Na Fonte Nova, o tricolor pernambucano apresentou mais uma vez um futebol muito pobre e não resistiu nem mesmo frente ao time reserva do Bahia. O único gol do jogo foi marcado por Zé Roberto, aos 37 minutos do segundo tempo. Mesmo sem convencer na temporada, o Santa Cruz conseguiu assegurar sua vaga nas quartas de final. O técnico Marcelo Martelotte, porém, não resistiu a mais um revés e acabou sendo demitido após o jogo.

QUARTAS DE FINAL: Santa Cruz 2 x 1 Ceará 30/03/2016) – Do camarote da presidência, o recém-contratado técnico Milton Mendes viu que iria precisar trabalhar muito para melhorar o Santa Cruz. Mas pôde celebrar uma vitória importante. O Tricolor não jogou bem, mas conseguiu uma virada por 2 a 1 sobre o Ceará, na primeira partida das quartas de final. No Arruda, o time coral saiu atrás do placar, porém cresceu de produção no segundo tempo, Keno empatou e fez outro gol nos acréscimos do jogo.

Ceará 0 x 1 Santa Cruz (03/04/2016) – Foi na base do sufoco, da pressão, do nervosismo. Com direito a gol salvo em cima da linha (duas vezes) e pênalti defendido por Tiago Cardoso. Mas a classificação às semifinais da Copa do Nordeste veio acima de tudo com raça. Com o Santa Cruz vencendo o Ceará por 1 a 0, em pleno Castelão. A partida marcou a estreia do técnico Milton Mendes.

SEMIFINAL: Santa Cruz 2 x 2 Bahia (13/04/2016) – A vantagem para o jogo de volta não foi conseguida. O resultado não estava nos planos. Mas o 2 a 2 com no Bahia na primeira partida da semifinal da Copa do Nordeste marcou a melhor atuação coletiva do Santa Cruz na temporada. Keno, destaque da partida, e Grafite, reencontrando o caminho das redes, foram os autores dos gols corais no Arruda, que recebeu pouco mais de 12 mil pessoas. Tricolor de Aço encontrou um empate com sabor de vitória após um pênalti bobo cometido por Wellington Cézar, que tinha acabado de entrar. Hernane Brocador e Luisinho marcaram para os baianos.

Bahia 0 x 1 Santa Cruz (17/04/2016) – O Santa Cruz precisava fazer o que ainda não tinha conseguido em três jogos na Copa do Nordeste: vencer o Bahia. E conseguiu conquistando assim um feito inédito. Afinal, nunca antes na história o clube havia ido tão longe numa Copa do Nordeste. Graças à aplicação e ao jogo coletivo do Tricolor Pernambucano ao derrotar o Bahia por 1 a 0, na Arena Fonte Nova, em partida com ânimos acirrados. A classificação inédita à final veio com gol solitário de Grafite, ainda no primeiro tempo.

GRANDE FINAL: Santa Cruz 2 x 1 Campinense (26/04/2016) – Foi sofrido. Foi só no fim do jogo que o Santa Cruz conseguiu a vantagem para o “segundo tempo” da final da Copa do Nordeste. Em noite de grande público no Arruda (aparentemente maior que os pouco mais de 36 mil oficialmente anunciados), o Tricolor bateu o Campinense por 2 a 1 e levou a vantagem do empate para Campina Grande. Após Grafite ter aberto o placar na etapa inicial e a Raposa ter empatado depois do intervalo, foi o “General” Bruno Moraes que saiu do banco de reservas para decretar a vitória aos 46 da etapa final.

O Santa Cruz chegou a Campina Grande com a vantagem do empate. E fez valer o regulamento. O atacante Arthur marcou o gol de empate aos 33 minutos do segundo tempo deixando a partida no 1 a 1 e garantindo o inédito título do Nordestão para o Santa Cruz.

 

Foto: Antônio Melcop

 

PERNAMBUCANO

Foto: Antônio Melcop
Foto: Antônio Melcop

Como já é de praxe na última década, o Santa Cruz mais uma vez ergueu a taça do Pernambucano. O time Coral depois de ter vencido o Campinense e conquistado a Copa do Nordeste, no domingo, na quarta-feira já estava decidindo o primeiro jogo da final do Pernambucano contra o seu maior rival (Sport Recife), no Arruda. Com um placar ‘magro’ de 1×0, gol do atacante Lelê, o Santa Cruz levou à vantagem para a casa do adversário. A DECISÃO: E no domingo seguinte os dois times voltaram a se enfrentar, na Ilha do Retiro. Um jogo truncado com chances claras para ambos os lados, nada de gols, dando assim o título ao Santa Cruz Futebol Clube, o quinto título estadual em seis anos, do Tricolor.

 

SÉRIE A

Foto/divulgação

Foram dois domingos consecutivos levantando taça. No domingo seguinte, celebrando a vitoriosa arrancada, a (re)estreia no Brasileirão. Uma partida aguardada há dez anos. O horário seria incomum, sobretudo no Nordeste, 11h. O povão foi lá com o sol na cabeça, apesar da trégua de algumas nuvens. Em campo, o Santa largou muito bem. Teve como personagem um dos símbolos deste momento, Grafite. Aos 37 anos, abriu o caminho para a goleada por 4×1 sobre o Vitória. Marcou duas vezes no primeiro tempo, com muito recurso. Os outros gols foram do meio campista Fernando Gabriel e do atacante Keno, sendo esse de pênalti.

 

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O Santa Cruz ampliou a invencibilidade para 16 jogos, quase dois meses. No período, se arrumou técnica e taticamente e faturou dois títulos. E começou uma nova provação, com jogos ainda mais difíceis. Após a ótima estreia no Arruda, o time (bem) comandado por Milton Mendes foi à Volta Redonda e arrancou um empate com o Fluminense, graças a Grafite. Outra vez. O atacante começou o Brasileirão com tudo, com quatro gols em duas apresentações.

 

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Com outro show do atacante Grafite, o Santa Cruz escreveu mais um capítulo de uma campanha memorável no campeonato, até ali. No Arruda, o Santa goleou o Cruzeiro por 4×1, com direito a dois gols do artilheiro isolado do Brasileirão. Grafite foi sondado por vários clubes como: Vasco, Flamengo, Corinthians e vários clubes de fora do país, mas decidiu ficar no Santa Cruz e renovar seu contrato até o final de 2017.

 

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O Santa Cruz esteve perto da vitória em Chapecó. Vencia até os 38 minutos do segundo tempo, quando Lucas Gomes empatou de cabeça. A torcida tem o direito de lamentar o resultado, mas precisa ficar consciente que, em três temporadas, fazer o resultado na Arena Condá não é uma tarefa fácil. Organizado, o time da Chapecoense usufrui bastante do seu mando de campo, essencial para a surpreendente sequência na elite nacional.

 

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Depois de uma sequência de 16 jogos sem perder e de um ótimo começo de campeonato, veio o jogo desestabilizador. O Clássico das Multidões onde um time era líder do campeonato e o outro era lanterna. Mas, o único que jogou foi o Sport, o Santa não se encontrou em campo e não mostrou o bom futebol que vinha demonstrando. O Sport venceu o jogo por 1×0 e tirou a invencibilidade do Tricolor, que depois desse jogo se desestabilizou e foi em queda livre até a zona da degola, onde está hoje quase rebaixado. As chances de escapar do rebaixamento são mínimas para o Santa Cruz, o tricolor se encontra em 19º colocado com 27 pontos.

SULAMERICANA

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Um jogador “ressurgiu” no Santa Cruz. Depois de ficar dois jogos seguidos fora até da relação, Bruno Moraes ganhou uma chance no Clássico das Multidões versão internacional e entrou no segundo tempo na vaga de Grafite. E o General brilhou e mostrou que tem estrela. Ele aproveitou o rebote do goleiro Magrão depois da finalização de Keno e só empurrou a bola para as redes, dando a vitória para os tricolores pelo placar 1 a 0 sobre os rubro-negros e garantindo a classificação para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Além da classificação para as oitavas de final da Sula, o Santa eliminou o maior rival da competição.

 

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O Santa Cruz foi até Medellín/COL para enfrentar o atual campeão Colombiano, pelas oitavas de final da Sulamericana. Com três desfalques importantíssimos (Keno, Leo Moura e João Paulo), o Santa Cruz sofreu e perdeu por 2×0, tendo que vencer por 3×0, no Arruda.

 

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O Santa Cruz fez uma grande partida contra o Independiente. Sobrou, na verdade, com Grafite brilhando, após quinze jogos de jejum. O camisa 23 marcou três gols, colocando o tricolor com a mão na vaga até os 31 minutos do segundo tempo. O time pernambucano, dessa vez sem poupar ninguém, atacou mais e se defendeu bem, com Néris e Danny Morais implacáveis diante do confuso ataque colombiano – errando tempo de passe e chutes na entrada da área. Entretanto, numa infelicidade do goleiro Edson Kölln, que saiu muito mal numa cobrança de escanteio, a bola sobrou para Ibarguen, que fez o único gol visitante, 3×1. O diferencial num confronto equilibrado.

 

Um ano cheio de conquistas para o Tricolor do Arruda,no começo. Mas com um final tão desanimador. Se não fosse o tão provável rebaixamento, o ano de 2016 seria, com certeza, um dos melhores anos da história do Santa Cruz.

 

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