Olê! Olê! Olê! Telê! Telê!

No dia 26 de julho de 1931, em Itabirito, Minas Gerais nasceu Telê Santana, o nosso “Mestre Telê”. Ídolo na maioria dos clubes em que passou, inclusive na seleção brasileira. Sempre com o pensamento em fazer o time jogar bonito, que nem sempre a vitória era o mais importante.

Telê fez história no São Paulo, nas duas passagens pelo clube (1973 e 1990 até 1996). Conquistou o bi campeonato da libertadores, mundial de clubes e recopa, além do brasileiro de 1991. Com todos esses títulos importantes fez o tricolor chegar ao topo e ser conhecido mundialmente. Fez de tudo pra mostrar ao mundo que poderia ter um time que “jogava por música” e mesmo assim era vencedor. Assim ficou conhecido como a “Era Telê”!

“Futebol é arte, é diversão, sem chutão pra frente”

Como jogador

Telê iniciou sua carreira cedo. Em 1945, aos 14 anos, jogou no Itabirense, indo depois para o América Recreativo de São João Del Rey, cujo técnico e presidente era o seu pai.

Jovem, foi para o Fluminense e conquistou o seu 1º título, Campeão Juvenil de 1950. Assinou contrato profissional em fevereiro de 1951 e foi lançado pelo Professor Zezé Moreira, de quem se tornaria um grande amigo. Telê era conhecido como “Fio de Esperança” devido ao seu estilo físico, bem magro e “Esperança” pela sua habilidade, rapidez, inteligência e aplicação tática, com que tinha o poder de decidir várias partidas no seu final.

Logo no seu primeiro ano, sagrou-se campeão carioca, marcando 2 gols na decisão contra o Bangu. Permaneceu no Fluminense por mais 12 anos e antes de parar de jogar, em 1965, ainda passou pelo Guarani, Madureira e Vasco. Sendo convocado algumas vezes para a seleção, não chegou a disputar uma Copa do Mundo. Quando encerrou a carreira como jogador, Telê passou a jogar pelo time de veteranos da ADEG (Associação Desportiva do Estado da Guanabara), junto com outros craques como Nilton Santos, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto, Zizinho, entre outros..

Telê deixou grandes lembranças no coração dos torcedores do Fluminense. Além de ser o 4º maior artilheiro do tricolor de todos os tempos, em junho de 2000, foi eleito o 5º maior jogador da história do clube, pela Revista Placar.

Como treinador

Como treinador, iniciou sua carreira em 1967, nas categorias de base do Fluminense, passando a treinar os profissionais em 1969, conquistando o campeonato carioca daquele ano. No Atlético Mineiro, foi campeão estadual em 1970 e deu ao Galo o 1º Título de Campeão Brasileiro, em 1971.

Dirigiu a Seleção Brasileira em 1980 e classificou o Brasil para a Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Este time, considerado uma das melhores equipes de todos os tempos, repleto de craques, encantou o mundo com seu futebol ofensivo, até tropeçar contra a Itália e ser desclassificado.

Em 1983 foi para Arábia Saudita, onde ficou até maio de 1985, sendo campeão do campeonato Árabe, da copa do rei e da copa do golfo.

Antes do início da copa do mundo de 1986, foi convidado outra vez a dirigir a seleção para as eliminatórias. Classificou-a novamente, mas na Copa, mesmo sem perder, fazendo 10 gols e tomando apenas 1, sendo considerada a melhor equipe da competição pelos votos dos jornalistas, caiu na disputa de pênaltis diante da França, nas quartas-de-final. Assim recebeu o rótulo de “pé frio”

Já no Brasil os fatos mostraram um “pé bem quente”, pois ganhou vários títulos seguidos: em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Campeonato Brasileiro, das Américas e Mundial.

Em 1996, o futebol brasileiro viu o afastamento deste grande profissional dos campos. Por causa de uma isquemia cerebral, Telêmaco se viu obrigado a deixar o São Paulo . Um tempo depois, chegou a assinar com o Palmeiras como diretor-técnico, mas não assumiu. Retirou-se  da cena do futebol para cuidar da sua saúde.

No dia 21 de abril de 2006, veio a falecer com 74 anos, devido de uma falência múltipla dos órgãos.

Em todos os jogos a torcida do São Paulo faz questão de gritar seu nome.

Onde estiver, obrigado Mestre!

 

Títulos como jogador

1950 – Campeão Carioca Juvenil (Fluminense)

1951 – Campeão Carioca (Fluminense)

1952 – Campeão da Copa Rio (Mundial de Clubes – Fluminense)

1957 – Campeão do Rio – São Paulo (Fluminense)

1959 – Campeão Carioca (Fluminense)

1960 – Campeão do “Roberto Gomes Pedrosa” Rio – São Paulo (Fluminense)

Títulos como treinador

1967 – Campeão Carioca Juvenil (Fluminense)

1968 – Campeão Carioca Júnior (Fluminense)

1969 – Taça Guanabara (Fluminense)

1969 – Campeão Carioca (Fluminense)

1970 – Campeão Mineiro (Atlético)

1971 – Campeão Brasileiro (Atlético)

1977 – Campeão Gaúcho (Grêmio)

1983 – Campeão Árabe (Al Ahli)

1984 – “Copa do Rei” (Al Ahli)

1985 – “Copa do Golfo” (Al Ahli)

1988 – Campeão Mineiro (Atlético)

1989 – Taça Guanabara (Flamengo)

1991 – Campeão Paulista (SPFC)

1991 – Campeão Brasileiro (SPFC)

1991 – Troféu Cidade de Barcelona (SPFC)

1992 – Campeão Paulista (SPFC)

1992 – Campeão da Taça Libertadores da América (SPFC)

1992 – Campeão Mundial de Clubes – Copa Toyota (SPFC)

1992 – Taça Cidade de Barcelona – Espanha (SPFC)

1992 – “Ramon de Carranza” – Espanha (SPFC)

1992 – “Tereza Herrera” – Espanha (SPFC)

1993 – Troféu Cidade de Santiago – Chile (SPFC)

1993 – Campeão da Taça Libertadores da América (SPFC)

1993 – Campeão da Supercopa Libertadores (SPFC)

1993 – Campeão da Recopa Sul-Americana (SPFC)

1993 – Torneio Santiago de Compostela – Espanha (SPFC)

1993 – Torneio Jalisco – México (SPFC)

1993 – Torneio Cidade de Los Angeles – EUA (SPFC)

1993 – Campeão Mundial de Clubes – Copa Toyota (SPFC)

1994 – Taça San Lorenzo de Almagro – Argentina (SPFC)

1994 – Campeão da Recopa Sul-Americana (SPFC)

1994 – Campeão da Conmebol (SPFC)

1995 – Torneio “Rei Dadá” (SPFC)

1995 – Copa de Clubes Brasileiros Campeões Mundiais (SPFC)

PRÊMIOS

Belfort Duarte – por passar dez anos sem ser expulso em no mínimo 200 jogos nacionais ou internacionais

1992 – Técnico da Seleção da América – Jornal El País

2003 – Título de Cidadão Paulistano

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