Un día como hoy: Argentina eliminava o Brasil da Copa com gol que virou música

Argentina e Brasil são duas das maiores seleções da história do futebol. São sete Copas do Mundo, 23 Copas América e muitos outros títulos. Em 1990, na Copa do Mundo, no dia 24 de junho, as duas se encontraram nas oitavas de final, no Estádio Del Appi, em Turim. A Albiceleste saiu vitoriosa com um dos gols mais comemorados da história da Argentina. E o Brasil, que era favorito, sofreu sua última eliminação na fase oitavas de final.

Un día como hoy relembra as datas, feitos, gols históricos e muito mais do nosso futebol latino. E hoje é uma data mais que especial, 30 anos do embate entre argentinos e brasileiros em solo italiano. Confira a última da série abaixo:

Prévia do jogo

O Brasil tinha um grande plantel e chegava como um dos favoritos para a conquista da Copa do Mundo de 1990, 20 anos após seu tricampeonato no México. A equipe canarinha de Sebastião Larazoni estava no grupo C e passou com seis pontos (à época a vitória valia dois pontos e não três como hoje) vencendo Suécia, Costa Rica e Escócia. Assim, passou às oitavas de final.

A Argentina, campeã da última Copa do Mundo e tendo Diego Maradona como seu camisa 10, fez uma fase de grupos de pouco brilho. A Celeste y Blanca sofreu na primeira fase e passou em terceiro no grupo com Camarões, Romênia e a extinta União Soviética. O encontro entre duas das maiores seleções latinas estava guardado para a fase seguinte.

Diego los gabeteó, el Cani los vacunó

O dia 24 de junho de 1990 virou música para os torcedores albicelestes. Não o dia em si, mas o que aconteceu nele. Era uma tarde do verão italiano no Estádio Delle Alpi, que foi demolido em 2008, e é o atual Juventus Stadium.

O Brasil, favorito pela campanha até então veio com Taffarel; Ricardo Rocha, Mauro Galvão, Ricardo Gomes, Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo, Branco; Careca e Müller. Já a Argentina de Carlos Bilardo veio com Sergio Goycochea; Juan Simón, Pedro Monzón, Oscar Ruggeri; Olarticoechea, José Basualdo, Jorge Burruchaga, Pedro Troglio, Giusti; Diego Maradona e Claudio Caniggia.

O embate também é lembrado pelo episódio da ‘água batizada’ que os argentinos deram para Branco na ocasião. Em entrevista ao UOL, em 2016, o volante contou que, após beber e sentir as náuseas, percebeu que se tratava de uma trapaça. A suposta garrafa com o líquido era uma verde, enquanto as que os argentinos bebiam nas que eram transparentes.

Brasileiros e argentinos lembram deste episódio até hoje (Reprodução)

O jogo foi de ataque brasileiro enquanto a Argentina se defendia e saia no talento de D10s, que estava com uma inflamação no tornozelo esquerdo, para atacar. A pressão foi brasileira no jogo inteiro. Desde o começo até o fim. Logo no primeiro minuto, Goycochea evitou um gol de Careca. Para muitos jogadores daquela Albiceleste, foi o pior jogo daquela Copa do Mundo.

O segundo tempo veio e com ele um certo equilíbrio. Só que o camisa 10 argentino desequilibrou. Diego Maradona saiu driblando a defesa do meio-campo até a entrada da área, no final da arrancada, haviam quatro defensores o cercando, e passou de direita para Caniggia. Diego gambeteó (dribou em espanhol) e Cani los vacunó (vacinou em espanhol). El Pájaro dominou a bola, deixou Taffarel no chão e levou a Argentina para o céu. Era o gol da classificação aos 35 do segundo tempo.

O momento do drible (Reprodução/UOL)

Essa foi uma das vitórias mais gritadas pela Argentina e é lembrada até hoje apesar da seleção ter sido vice do Mundial. Tão valorizada que virou música durante a Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil em que a Argentina também foi vice-campeã, a famosa Brasil, decime qué se siente (Brasil, me diz como se sente) surgiu. Confira a letra abaixo:

Brasil, decime qué se siente

Brasil decime que se siente
Tenerme en casa a tu papá

Te juró que aunque pasen los años
Nunca nos vamos a olvidar

Que el Diego te gambeteó
El Cani te vacunó
Están llorando desde Italia hasta hoy

A Messi los vas a ver
La copa nos va a traer

Maradona
Es más grande que Pelé

Foto de capa: Reprodução/Diario Olé