Desfalcado, Vila empata fora de casa com saldo positivo

Tendo em vista os desfalques e a polemica por trás do primeiro gol, o resultado do jogo contra a Ponte Preta não é nenhum absurdo. O Vila foi para Campinas fragilizado defensivamente, pois estava sem Maguinho e Wesley Matos, peças fundamentais para a defesa.

Tenho uma oposição quase pessoal contra marcações de pênalti como a do gol da Ponte Preta. Marcar em bola parada exige algo impossível visualmente: saber onde está a bola e, ao mesmo tempo, saber onde está quem está sendo marcado. Por isso, os defensores mantêm contato com quem está sendo marcado e olham para a bola. Uma estratégia pertinente, pois o contrário é impossível e não olhar para a bola impossibilitaria qualquer ação caso houvesse disputa aérea de fato. Portanto, a penalidade não me parece ser de fato máxima, ainda mais em um lance em que o atacante não teria condições de alcançar a bola.

Obviamente, isto não determinou o empate. A Ponte Preta chegou com perigo mais vezes ao gol e propôs mais jogo que o Tigre da Vila. A postura defensiva é comum na equipe colorada, então a falta de ofensividade não constitui um fracasso. Aliás, em comparação a outros jogos, o time foi bem ofensivamente. Raras vezes conseguiu empatar o jogo. A defesa, mesmo minada, conseguiu segurar o resultado. O ataque, ponto fraco do time, conseguiu buscar o resultado e criou chances, mais do que costuma. Na balança, uma atuação boa e um resultado justo.

Agora o Tigre da Vila joga dois jogos em casa, contra Oeste e Coritiba. Oportunidade para reabilitar a equipe na briga pelo G4 e demonstrar que a atuação contra o rival não foi apenas um lampejo.