Próximo da estreia do Brasil na Copa do Mundo, que acontece na próxima quinta-feira, a pressão sobre um dos principais jogadores da seleção só aumenta.
Por isso, Romário divulgou uma carta aberta por meio do players tribune em apoio ao camisa 10 da seleção brasileira. O ex-atacante tocou em vários assuntos, como pressão, desconfiança e críticas sobre Neymar. Então, confira os destaques da carta:
"Eu, Romário, sei perfeitamente o que você está sentindo. Ah, claro, todo mundo gosta de dizer que o Baixinho é isso, que foi aquilo ou que eu sou o cara. Mas a verdade, parceiro, é que até 1993 tinha muita gente que falava mal pra car#lh* de mim. Eles questionavam meu comportamento fora de campo."
"Como você, eu vim de longe, de muito longe, e tive de tomar muita pancada para ser jogador de futebol e conquistar o que conquistei. Lá na Vila da Penha, se não fosse do meu jeito, se não fosse na base da ginga e da coragem, a coisa não ia acontecer."
"Numa boa, faça a sua parte dentro de campo e tente esquecer o resto, todo esse barulho que vem de fora. É o que sempre falo: quem precisa ter boa imagem é aparelho de TV. Continue não dando importância para o que os outros vão comentar sobre você."
"Quando a Seleção foi para os Estados Unidos, em 1994, eu falei que a gente ganharia a Copa e que eu ia arrebentar. Os jornalistas que não acreditavam na gente, ao contrário da torcida brasileira, tiveram de aceitar. Então, de repente, ficou para sempre essa história de que 'o Romário ganhou a Copa de 94 sozinho'".
"Neymar, eu não tive a chance de disputar muitas Copas do Mundo. E na única Copa que disputei como titular, tive de me entregar ao máximo, junto com meus companheiros, para que nós pudéssemos ganhar."
"Todo mundo só se recorda das alegrias, da celebração, do tema da vitória. Mas quase ninguém se lembra da pressão que é jogar uma Copa do Mundo vestindo a camisa da Seleção Brasileira depois de tantos anos sem título."
"Não devemos nada pra ninguém e a torcida brasileira está sempre com a gente quando percebe o nosso comprometimento, a nossa entrega, o nosso tesão pela vitória. Eu gosto de jogo assim."
"Então, quando penso nisso, lembro que você estará em campo e meu coração fica em paz. Porque sei que você representa o espírito e o futebol que todos nós, brasileiros, gostamos de ver. Que vai bater no peito e pedir a bola na hora que a Seleção mais precisar."