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Polícia da Catalunha concluí que Bartomeu desviava dinheiro do Barcelona

A Polícia da Catalunha, conhecida como ‘Mossos d’Esquadra’, concluiu que Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barcelona, desviava dinheiro do clube. Segundo a investigação, o então mandatário teria usado empresas externar ao Barça para benefício próprio e pagamentos a terceiros, incuindo jornalistas.

A investigação esclarece, por exemplo, que alguns dos envolvimentos de Bartomeu foi com Amalgama Marketing. Empresa ligada a Miguel Sambola, presidente honorário do Club Deportivo Laietà, que inclusive recebeu 1,5 milhões de euros (R$ 8,1 milhões) pela demolição do Mini Estadi, que se localizava em frente ao Camp Nou, por possíveis transtornos.

No entanto, a polícia entende que o Barcelona não contratou a empresa pelo profissionalismo, e sim pela relação de amizade existente Bartomeu e Sambola. A informação foi divulgada pelo ‘Marca’ e inicialmente revelada pelo programa ‘Què t’hi jugue‘, da Cadena SER.

O acordo inicial era de 84 mil euros, mas acabou por ser menos por conta da pandemia. No entanto, o clube teria pagado 152 mil euros. Os ‘Mossos’ apuraram que em relação a este contrato, a Amalgama repassou dinheiro a terceiros por ordem de Bartomeu.

Ainda em relação a relação entre o clube catalão e a empresa, a Polícia da Catalunha descobriu que em 2020, quando o Barça estava cortado salários por conta da pandemia, Bartomeu ordenou que os pagamentos para a Amalgama Marketing dobrado.

Além disso, a mesma empresa cobrou também por trabalhos específicos, como a Campanha de Natal e da Bola de Ouro de Messi. De 2015 a 2020, o Barcelona teria repassado cerca de 223 mil euros. Mas, deste valor, 43% foi para um empresário, 29% a um jornalista, 14% a Sambola e o restante dividido a dois profissionais de Comunicação.